Ah, sim. Claro! Foi há muito tempo atrás. Lembro!
Eram muitos amigos que sentiam-se unidos, pois.
Foram-se anos passados de risadas,tantas,
Que causavam cansaço nas mandíbulas.
Ah, amizade pura que há. Quem encontra?
Não sei. Não encontrei, mas tive notícias.
Muitos por aí dizem-se cercados de amigos. Vê?
Vejo por ora um mundo inteiro reivindicando essa graça.
"Tenho amigos!", "são todos meus!". Ora, que lindo seria
Um mundo repleto de amizades puras.
Ah, como eram bons os tempos de infância.
Bastava trocar meia dúzia de figurinhas do álbum
E nos chamavam já de amigo no recreio!
Ah, como era bom o tempo da infância derradeira...
Tempo que passamos sem nada ter a oferecer.
Sem eira, nem beira. Só havia a presença e o tempo ofertados.
Ah, os amigos de outrora. Quem dera os tivesse agora.
Em tempos difíceis da vida, somos sozinhos, sabe?
Se não sabes, das duas uma: ou não és adulto ainda
Ou não passaste por problemas sérios.
Quem estiver do teu lado na tragédia, colega,
Chame esse alguém de amigo!
Abrace-o. Chame-o para sua casa!
Faça-lhe um café e diga: obrigado!
Para os demais, deixe que existam onde estejam,
De nada valem aqueles que não te somam na dor!
Mais ainda: valem nada aqueles que te somam dores outras
Enquanto sofres, sozinho, suas próprias dores - já tantas!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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