domingo, 1 de novembro de 2015

Sonhada sina


Não sou mais adepto de fazer poesia...
Quem consegue, hoje, assim, ser?
Antes, achando motivos: eu fazia!
Mas hoje confesso: porque fazer?

Poesia é coisa da alma, do coração...
Há sentimentos bons nesse mundo?
De tudo o que vejo, o que dizer então?
O desânimo torna-se, em mim, profundo.

Espero o dia em que os sorrisos sejam
Fartos e francos como não têm sido!
Espero, quiçá, que os pessimistas vejam:
Apesar de tudo, foi belo ter vivido!

Desespero e despreparo, nós, humanos,
Vemos exemplos em cada esquina!
Que consigamos superar tais enganos
E façamos do amor nossa sonhada sina.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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