Levaram-me tudo quanto eu tinha.
Não foram minhas roupas, ou dinheiro,
nem muito menos a casa que era minha.
Levaram minhas esperanças por inteiro.
Sem esperanças na vida, nas pessoas, em tudo,
as coisas não correm bem e o coração acelera...
A voz tenta sair, tento interagir, mas estou mudo.
E a ausência de esperanças torna-se querela.
Vou me afundando em inércia, desalento, calado.
Fico olhando os outros e a inveja me vem.
Pego-me sonhando ser outra pessoa. Vejo-me um fardo.
Não consigo ser nada além disso. De mim, sou aquém.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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