O que seria ela? Penso que políticos são gestores, administradores da sociedade, poderíamos dizer. Trabalham pelo bem público, mas vejo em meu país que ser político é desfrutar de regalias, é ausentar-se de responsabilidades perante a lei; é poder criar pouco, ganhar muito, roubar alguma coisa sempre e nunca ser punido. Desisti de pensar em política, pois entendi que não são mais gestores do povo, ou para o povo, mas apenas são, na verdade, gestores de interesses escusos pessoais ou, mais ainda, interesses privados de grandes empresas, grandes empresários, grandes interesses, a bem dizer. Não quero mais pensar em o que seria política. Políticos são apenas figuras de propaganda da mídia que, com seu poder, nos convence de que há ''mocinhos'' e ''vilões'' da vez. Aplaudimos com o voto desdenhoso apenas um cenário de novela. Nada mais.
Iniciei então um devaneio sobre amor; sim, amor! É bonito pensar nele! O que seria o amor? Penso que amar é entregar-se pensando sempre na felicidade do outro antes de qualquer coisa - até mesmo da própria felicidade nossa. Quem ama é feliz vendo a pessoa amada feliz. Seria isso, para mim, pelo menos! Mas, o que temos no mundo hoje? Não temos mais amor, seja de casais, seja de mãe-filho, seja de pai-filho, seja de filho-pais etc. As mulheres não mais amam seus filhos, apenas atém-se a dar à luz rebentos que, mais cedo ou menos cedo, entrarão em ''creches'', ''escolinhas'' etc sendo cuidados não mais pelo amor das mães, mas pelo interesse de pessoas estranhas que têm naquilo seu ofício. As mães de hoje querem trabalhar! Os pais? Trabalham também, como sempre foi! E os filhos? Têm apenas que aprender que seus pais e mães lhes amam e exercerão isso (ou não) apenas quando estão fora da responsabilidade dos seus empregos. Seria um amor limitado a ''fora do expediente''? Algo assim!
Não quero mais pensar em amor. Como é jargão hoje: homens querem apenas ''pegar'' mulheres; as mulheres querem apenas serem ''pegas'' pelos homens ou também ''pegá-los''. Como um ritual de primitivo de caça, talvez. Uma dança do acasalamento aos moldes modernos, decerto. Diz-se dos homens que eles querem ''comer'' as mulheres; diz-se que as mulheres querem ''dar'' aos homens. Ah, triste realidade de termos obscenos que passam tendo como álibi a nossa capacidade de sermos jocosos. Não mais se tem a beleza (e até mesmo honradez!) no que diz respeito ao desenlace da relação sexual entre pessoas que se amam (ou que pelo menos dizem se amar!). Sendo bem direto e até mesmo soando chulo: será que amor toma parte no ato do coito hoje em dia? Ninguém mais usa a habitual expressão: ''fazer sexo''! Sexo, ao meu ver, está junto de amor, numa espécie de complemento dele! Um desfrute libidinoso dos que se amam. É a expressão carnal da demonstração do amor abrangendo todas as sensações que ele pode trazer! Porém, tudo foi colocado num molde animalesco e primitivo na atualidade, onde o prazer é o único objetivo, nunca a doação de sentimentos, ou a troca de carícias, ou a arte da conquista do coração da pessoa amada. Nada disso mais vale? Os homens românticos não mais são vistos como exemplos às mulheres, nem mesmo atraem-lhes atenção nas ''baladas'' da vida. Os homens ''bonzinhos'' então, coitados... Estão eles fadados a relacionamentos fracassados e desencantos? Não, apenas não despertam interesse, pois não transfiguram-se apenas em animais adeptos aos moldes contemporâneos de ''amor''.
Os seres românticos são apenas alguns punhados de tolos espalhados por aí, tentando o amor da pessoa ideal que tanto sonharam e sonham - puros devaneios, infelizmente! Padrões de beleza aos olhos femininos hoje, quais são? Homens ditos ''sarados''! Porém, nas rodas de discussão públicas, fato que todas dirão: ''os homens não são mais românticos'' - todavia, tantas mulheres são aquelas que dançam ao som de canções onde são chamadas de ''cachorras'', ''popozudas'', ''poderosas'' etc. Aos risos, aos berros, temos nisso a realidade!
A quem estamos enganando? O que resta ao romantismo num mundo desses? Não vale a pena também pensar em amor, concluo. Temos de pensar em coisas que existem. Pensei então em desistir, mas resolvi dar vazão a alguns últimos pensamentos a respeito de, por exemplo: a paz. Paz? O que dizer da paz? Vivemos anos e mais anos em guerras onde aqueles que mais matam são tidos como heróis e vendem-se eles como os ameaçados em sua liberdade. Será? Guerras são criadas para dominação de um governante sobre o ''terreno'' do outro governante. Logo: é de um governante contra outro governante! Mas quem são os que morrem? São civis inocentes e os ''guerreiros'', os soldados imbecilizados pela máquina de guerra, muitas vezes jovens disciplinados e que foram educados a matar e morrer por isso. A defesa de um país depende de um grande poder de ataque! É isso mesmo? Dizem que eles morrem cidadãos pela ''pátria'' - e ainda dizem que nossa pátria é nossa ''mãe''! Mães não esperam a morte de seus filhos. O que pensar ainda da paz, quando esportes onde ''acabar'' com o adversário destruindo-o, deixando-o no chão humilhado, sangrando, é o objetivo final, vencendo-se lutas sob aplausos? O que pensar sobre paz? Ahh... Cansei de pensar sobre qualquer coisa!
Não, insisto mais um pouco! Pensei em: que tal pensar em justiça? Sim, todos gostam dessa palavra! O que é justiça? Todos gritavam ''Ladrão!'', ''Ladrão!'' ao fundo enquanto eu pensava. Era o que se lia nos jornais. Refleti sobre aquilo que via. Quem sabe estivessem discutindo sobre justiça aos berros, impondo seus ideais sob o álibi de estar defendendo a ética, a moral, o que é certo? Quem sabe de fato estivessem ensaiando para ser um povo que luta, que abandona o conforto do lar para exigir honestidade na política e no trato com o dinheiro público? Porém, deveriam também ensaiar a ser um povo honesto, claro... Será? Quem sabe fosse então tudo nos jornais uma discussão ampla sobre as atrocidades da política que têm-nos dilacerado há anos no Brasil? Quem sabe fosse discussão acalorada sobre as imbecilidades do mundo atual, das violências infindas, das injustiças e mortes através de tantas balas ''perdidas'' que encontram cabeças, corações e outras partes de corpos inocentes que vão ao chão em mais estatísticas de mortes nacionais num país violento, sem aparentemente importância alguma? Quem sabe vozes por aí estivessem gritando ''ladrão'' correndo em defesa de algum inocente atrás de algum bandido nas ruas, livre e solto como todos os outros bandidos, bandido aquele que, armado, teria retirado as posses de algum transeunte qualquer em uma rua avulsa? A imbecilidade da justiça pelas próprias mãos...
Ahh,.. Seriam todos os gritos nas ruas ou nos jornais baseados em um ato de heroísmo que eu estava presenciando no meu país, querendo escrever melhor sua história, afinal? Não! Simplesmente continuam todos apenas gritando enquanto assistiam a um habitual jogo de futebol na TV. O ''Ladrão!'' ofendido era apenas um homem no meio do campo que observava ao longe, em posse de um apito, alguns outros homens correndo atrás de uma bola. É o máximo que nos atentamos e nos incomodamos quanto a mandos e desmandos.
O que mais havia para pensar? Iniciei então um derradeiro devaneio sobre qual a importância de se pensar refletindo sobre a realidade. Pensei, repensei....Pensei mais outra vez! Enquanto pensava, liguei a TV e a internet como todos no mundo hoje fazem. Fui inteirar-me do mundo, ver e ouvir notícias relevantes, quem sabe? Onde encontrá-las? Vi publicadas e anunciadas inúmeras reportagens sobre ''bundas'' das pessoas famosas, sobre divórcios de ''celebridades'', sobre casas em que pessoas ficam ''presas'' concorrendo a milhões em dinheiro após inúmeros dias de inutilidades e maus exemplos... Tudo imensamente repercutido, discutido, avaliado pelo povo que tanto aplaude. O que pensar sobre ''pensar''?
Os seres românticos são apenas alguns punhados de tolos espalhados por aí, tentando o amor da pessoa ideal que tanto sonharam e sonham - puros devaneios, infelizmente! Padrões de beleza aos olhos femininos hoje, quais são? Homens ditos ''sarados''! Porém, nas rodas de discussão públicas, fato que todas dirão: ''os homens não são mais românticos'' - todavia, tantas mulheres são aquelas que dançam ao som de canções onde são chamadas de ''cachorras'', ''popozudas'', ''poderosas'' etc. Aos risos, aos berros, temos nisso a realidade!
A quem estamos enganando? O que resta ao romantismo num mundo desses? Não vale a pena também pensar em amor, concluo. Temos de pensar em coisas que existem. Pensei então em desistir, mas resolvi dar vazão a alguns últimos pensamentos a respeito de, por exemplo: a paz. Paz? O que dizer da paz? Vivemos anos e mais anos em guerras onde aqueles que mais matam são tidos como heróis e vendem-se eles como os ameaçados em sua liberdade. Será? Guerras são criadas para dominação de um governante sobre o ''terreno'' do outro governante. Logo: é de um governante contra outro governante! Mas quem são os que morrem? São civis inocentes e os ''guerreiros'', os soldados imbecilizados pela máquina de guerra, muitas vezes jovens disciplinados e que foram educados a matar e morrer por isso. A defesa de um país depende de um grande poder de ataque! É isso mesmo? Dizem que eles morrem cidadãos pela ''pátria'' - e ainda dizem que nossa pátria é nossa ''mãe''! Mães não esperam a morte de seus filhos. O que pensar ainda da paz, quando esportes onde ''acabar'' com o adversário destruindo-o, deixando-o no chão humilhado, sangrando, é o objetivo final, vencendo-se lutas sob aplausos? O que pensar sobre paz? Ahh... Cansei de pensar sobre qualquer coisa!
Não, insisto mais um pouco! Pensei em: que tal pensar em justiça? Sim, todos gostam dessa palavra! O que é justiça? Todos gritavam ''Ladrão!'', ''Ladrão!'' ao fundo enquanto eu pensava. Era o que se lia nos jornais. Refleti sobre aquilo que via. Quem sabe estivessem discutindo sobre justiça aos berros, impondo seus ideais sob o álibi de estar defendendo a ética, a moral, o que é certo? Quem sabe de fato estivessem ensaiando para ser um povo que luta, que abandona o conforto do lar para exigir honestidade na política e no trato com o dinheiro público? Porém, deveriam também ensaiar a ser um povo honesto, claro... Será? Quem sabe fosse então tudo nos jornais uma discussão ampla sobre as atrocidades da política que têm-nos dilacerado há anos no Brasil? Quem sabe fosse discussão acalorada sobre as imbecilidades do mundo atual, das violências infindas, das injustiças e mortes através de tantas balas ''perdidas'' que encontram cabeças, corações e outras partes de corpos inocentes que vão ao chão em mais estatísticas de mortes nacionais num país violento, sem aparentemente importância alguma? Quem sabe vozes por aí estivessem gritando ''ladrão'' correndo em defesa de algum inocente atrás de algum bandido nas ruas, livre e solto como todos os outros bandidos, bandido aquele que, armado, teria retirado as posses de algum transeunte qualquer em uma rua avulsa? A imbecilidade da justiça pelas próprias mãos...
Ahh,.. Seriam todos os gritos nas ruas ou nos jornais baseados em um ato de heroísmo que eu estava presenciando no meu país, querendo escrever melhor sua história, afinal? Não! Simplesmente continuam todos apenas gritando enquanto assistiam a um habitual jogo de futebol na TV. O ''Ladrão!'' ofendido era apenas um homem no meio do campo que observava ao longe, em posse de um apito, alguns outros homens correndo atrás de uma bola. É o máximo que nos atentamos e nos incomodamos quanto a mandos e desmandos.
O que mais havia para pensar? Iniciei então um derradeiro devaneio sobre qual a importância de se pensar refletindo sobre a realidade. Pensei, repensei....Pensei mais outra vez! Enquanto pensava, liguei a TV e a internet como todos no mundo hoje fazem. Fui inteirar-me do mundo, ver e ouvir notícias relevantes, quem sabe? Onde encontrá-las? Vi publicadas e anunciadas inúmeras reportagens sobre ''bundas'' das pessoas famosas, sobre divórcios de ''celebridades'', sobre casas em que pessoas ficam ''presas'' concorrendo a milhões em dinheiro após inúmeros dias de inutilidades e maus exemplos... Tudo imensamente repercutido, discutido, avaliado pelo povo que tanto aplaude. O que pensar sobre ''pensar''?
As pessoas não querem mais pensar. É isso! Notícias são simplesmente sensacionalistas, impregnadas por interesses idiotas, escusos, voltados ao capital e jogos de poder, objetivando apenas vender...vender...vender. Vender notícias, vender padrões de comportamento, vender padrões de pensamentos... Ou melhor, o que eles vendem são mesmo padrões de pensamento? É do interesse de muitos que todos sejam alienados quanto ao real mundo que vivemos, é fato! Já disseram: existe o mundo real e o oficial. Triste não estarmos atentos! Mas não querem que saibamos isso - e nem mesmo nos esforçamos por sabê-lo!
Quem de fato pensa impõe-se a pensamentos e ideais alheios de forma impensada? Ou ''vende-se''? Aceita se lhe imporem padrões ou subjuga-se às atrocidades da mídia em silêncio? Ou ainda, aceita as barbaridades e futilidades nas redes de TV, jornais, internet, calado? Creio que não. Logo, resolvi: cansei definitivamente de pensar! Percebo que meus pensamentos são errados, eu sou todo errado, um tolo! Não sei mais pensar, ou talvez nunca tenha sabido sem no mundo ter aprendido isso de fato. Quem sabe vendo mais TV, assistindo mais programas inúteis (para mim!) eu aprenda mais e mais? Descobri que sou aquele homem estranho sentado à beira do balcão do bar, sendo olhado com olhos de desdém e espanto pelos alegres companheiros embriagados do entorno, todos eles rodeados de mulheres que lhes acham interessantes, viris, bem resolvidos naqueles molde e jeito que são - muitos deles, inclusive, sem nem se importar com elas.
Sim, sou um homem ranzinza apenas! Um a mais no mundo. Inundado por devaneios meus num vazio completo que não se preenche quanto ao que é do interesse dos demais seres. Por isso, atenho-me a escrever palavras mortas. De nada servem! São apenas como uma necessidade fisiológica. As letras não pensam, não julgam, apenas obedecem, educadas como são, sendo transcritas em textos. Pelo menos nelas eu consigo mandar e as posso mudar, tendo alguma espécie de poder e razão nisso, afinal, nem mais sei se eu necessito existir num mundo em que não me encaixo.
Sendo assim, prefiro apenas escrever, pois pensar sobre mim e meu lugar nesse mundo deixa-me triste, deprimido. Melhor não pensar em nada, concluo! Queria poder ter dado um abraço em Nietszche. O entendo de certa forma hoje. Quero ser um daqueles felizes e embriagados no bar. Talvez assim eu encontre-me na sociedade atual, quem sabe? Basta-me não pensar. Mas, como último pensamento, relembro o mestre Ariano Suassuna quando disse que: ''o otimista é um tolo; o pessimista um chato. Melhor mesmo é ser um realista esperançoso''. Falta-me apenas a esperança, então! Obrigado, mestre Suassuna. Valho-me de ti para reavê-la!
Sendo assim, prefiro apenas escrever, pois pensar sobre mim e meu lugar nesse mundo deixa-me triste, deprimido. Melhor não pensar em nada, concluo! Queria poder ter dado um abraço em Nietszche. O entendo de certa forma hoje. Quero ser um daqueles felizes e embriagados no bar. Talvez assim eu encontre-me na sociedade atual, quem sabe? Basta-me não pensar. Mas, como último pensamento, relembro o mestre Ariano Suassuna quando disse que: ''o otimista é um tolo; o pessimista um chato. Melhor mesmo é ser um realista esperançoso''. Falta-me apenas a esperança, então! Obrigado, mestre Suassuna. Valho-me de ti para reavê-la!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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